sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Um Quack pela Inclusao Digital

"Segundo a consulta pública 809 (de alteração do Regulamento sobre Equipamentos de Radiocomunicação de Radiação Restrita), encerrada no dia 27 de agosto (e tramitada quase em segredo), os roteadores sem fio que estiverem ligados a redes que ultrapassem os limites de um imóvel terão que obter licenças e pagar uma taxa de R$ 1.340,00 anuais. Vale lembrar que estes roteadores são usados em várias redes comunitárias que começam a se espalhar pelo país e que visam garantir acesso banda larga sem fio a comunidades que foram esquecidas pela lógica de mercado das operadoras de telecomunicações. Algumas dessas redes comunitárias se utilizam de uma moderna tecnologia chamada wimesh, que nada mais é do que um conjunto interligado de roteadores. Pois, cada um destes roteadores das redes wimesh terá que arcar com uma taxa de absurdos R$ 1.340,00, inviabilizando qualquer experiência comunitária de inclusão digital e, por tabela, beneficiando as teles."

Não sei se vocês já viram um plano novo da TIM que oferece wireless integrada por um preço compatível com o perfil de usuários que compram celulares com internet. Talvez esse seja um começo de mais uma taxa sem sentido, apenas mais benefícios para as agências, às custas do dinheiro da gente.
Enquanto os países mais desenvolvidos já possuem internet disponível em praticamente todos os lugares, como uma grande rede integrada, que dá acesso para absolutamente todos os que queiram, o Brasil dá mais um passo pra trás.
Todos sabemos que a internet é um meio forte de melhoria da educação. O acesso à informação livre, além da divulgação da leitura sobre o que quer que seja, e da discussão aberta sobre diversos temas, sem censura, todos fatores que podem ajudar bastante a desenvolver a educação especialmente para aqueles que já não contam com uma escola pública de qualidade.
O governo distribui computadores (cofcof¬¬) e por outro lado, toma-lhes a internet. Ou gastará ainda mais diheiro público, R$100/mês/roteador, para o único benefício das operadoras (devidamente privatizadas).

É óbvio, que como todos os "gatos" e os "macacos", a gente vai dar um jeito de criar um novo bicho pra burlar isso. Mas até então fica o protesto. E que seja divulgado isso pela internet, ao menos, já que para isso não contamos com outras mídias.

domingo, 26 de agosto de 2007

Links Interessantes

Professores de Física
Prof. Hwang
Prof. Ángel Garcia
Prof. Osvaldo Guimarães

Cyber Quack

Aos poucos leitores do Blog ai vem a uma novidade:

uma associação com o movimento do Patinho Amarelo fora feita
http://opatinhoamarelo.blogspot.com
sobre o movimento
http://opatinhoamarelo.blogspot.com/2006/08/manifesto-patixista-ou-ensaio-da.html


mudanças pequenas mas significativas estão ocorrendo no layout página, a começar pelo titulo que de de The Art Of Tech Life virou The Art Of Quack Tech Life, o menu "parceiros" subiu, o item make a donation sumiu(pode voltar, diferente), novo blogger acrescentado(ainda esperando esse aceitar).


"Ja ne Mataaa"

Adolescente desbloqueia iPhone

George Hotz shows an unlocked iPhone
George Hotz diz que o desejo dele é que hackear possa ser um pouco mais simples

um adolescente de Nova Jersey desbloqueou o iPhone, abrindo o caminho paro o celular ícone da Apple poder ser usado por operadoras não-americanas.

A "Associated Press news agency" confirmou que George Hotz, 17 anos, teria desbloqueado o iPhone e o utilizou pela T-Mobile, uma rival da operadora americana AT&T.

O hacker disse que para desbloquear levou em torno de 2 horas e envolveu algumas soldas e habilidade com software.

AT&T e Apple ainda não se pronunciaram sobre as novas.

Some of my friends think I wasted my summer but I think it was worth it
George Hotz

Tentativas de Hackear têm sido feitas sobre o telefone da Apple desde seu lançamento nos EUA em junho na tentativa de descobrir vulnerabilidades no sistema.

O topo da lista tem sido crackear o código que faz com que o telefone só seja usado pela AT&T, a operadora exclusiva do iPhone.

Antes do anncio de George Hotz no seu blog, no iPhone fora utilizado outros métodos para usar-lo em outras operadoras, que envolvem copiar a informação do Sim (Subscriber Identity Module) card.

De qualquer forma, equipamento especial foi usado e o telefone atual não tinha sido desbloqueado, com cada Sim card tendo que ser reprogramado para cada usuário em particular.

Analistas acreditam que a Apple ainda deve ter tempo para modificar a linha de produção do iPhone para fazer novos telefones invulneráveis aos Hackers antes desse ser lançado na Europa ainda este ano.

Colaboração

O jovem hacker disse que ele ajuda os usuários a poder eventualmente desbloquearem seus telefones por conta própria, e que sua descoberta não será usada para ganho comercial.

Apple iPhone
O iPhone é atualmente vendido apenas nos EUA

"That's exactly, like, what I don't want... people making money off this," disse ele a AP.

O próximo passo, disse ele, poderá ser uma solução sem soldas: um caminho usando apenas software.

O blog de tecnologia Engadget disse nesta sexta que essa conseguiu desbloquear com sucesso um iPhone usando um método diferente sem mecher com o hardware. O software foi desmembrado por um grupo anonimo de Hackers, que aparentemente pretendem ganhar por isto, disse a AP.

O Hacker de New Jersey diz ter colaborado via internet com outras 4 pessoas, sendo duas da Russia, para desenvolver o processo de desbloqueio.

Ele gastou em torno de 500 horas no projeto desde 29 June.

"Some of my friends think I wasted my summer but I think it was worth it," ele disse ao jornal americano The Record of Bergen County.

MCT lança primeiro projeto do Programa HardwareBR

Laboratório-fábrica de placas eletrônicas prevê investimentos de R$ 15,6 milhões e será referência nacional na produção em pequenas séries

Foi lançado nesta sexta-feira (24), em Florianópolis (SC), o projeto LABelectron Nucleador, o primeiro do Programa Prioritário HardwareBR, uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), apoiado pelo Comitê de Avaliação de Tecnologia da Informação (Cati). A intenção é promover a competência nacional no desenvolvimento e produção da eletrônica de produtos com tecnologias da informação e comunicação.

Para o coordenador da área de informática da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Anderson Jorge de Souza Filho, o HarwareBR será uma importante ferramenta para estimular a indústria no desenvolvimento de projetos e produtos eletrônicos, além de promover a atualização do setor.

O LABelectron Nucleador permite promover um salto tecnológico do Labelectron, um laboratório fábrica de projeto e manufatura de placas eletrônicas em pequenas séries. Lançado em 2002 pela Fundação Certi, em parceria com as empresas Alcatel e Megaflexsul, com apoio do governo federal e estadual, o LABelectron atendeu neste sete anos cerca de 50 empresas e atingiu a marca de 225 milhões de componentes montados em 907 mil placas eletrônicas.

O conceito de laboratório-fábrica adotado é uma inovação no Brasil. Ele permite que a infra-estrutura utilizada em atividades de P&D seja compartilhada para atendimento a demandas das empresas na manufatura de placas eletrônicas, com destaque para a prototipagem, pré-séries e pequenas séries.

O grande diferencial preconizado pelo LABelectron é a possibilidade de produção competitiva em pequenas séries, com flexibilidade e customização, atendendo às necessidades das pequenas e médias empresas que não têm demanda para produção em larga escala.

"Hoje, a tendência que se observa é a crescente diversificação e customização de produtos, o que exige uma produção em menores volumes, associada a uma maior flexibilidade e agilidade, demandando sistemas produtivos competitivos em pequenas séries", explica o Superintendente de Operação da Certi, Günther Pfeiffer.

A Ásia é hoje a maior produtora mundial de eletrônica e a principal fornecedora do Brasil. Mas Pfeiffer acredita que o País tem oportunidades em nichos específicos, como o naval, o aeroespacial, a instrumentação, além da demanda de suporte às pequenas e médias empresas nos desafios de inserirem eletrônica ou acompanharem o desenvolvimento tecnológico para manterem seus produtos no mercado.

O LABelectron Nucleador demandará investimentos da ordem de R$ 15,6 milhões em dois anos e meio. Estes recursos serão captados por meio de aportes de empresas investidoras em P&D via Lei de Informática.

(Com informações da Assessoria de Imprensa da Fundação Certi)


Assessoria de Imprensa do MCT

Com a casa em ordem

Com um ponto final na crise que atravessou a partir de 2004, a CA se reestrutura e começa a mudar seu futuro

Por Ricardo Setti

FOTOS DIVULGAÇÃO
John Swainson, da CA: novo rumo e crescimento de 7% este ano

No dia 21 de maio último, a CA, antiga Computer Associates, recebeu o sinal verde que acabou com um pesadelo que teve início em setembro de 2004 com o início do processo que a empresa sofreu nos tribunais dos Estados Unidos por suspeita de fraude em sua contabilidade.

No final de abril, no evento CA World 2007,baseado em Las Vegas,nos Estados Unidos, o atual presidente da empresa, John Swainson, já dava sinais mais do que claros ao mercado de que o processo não apenas teria um final feliz para a empresa como também os números deste ano, fruto da profunda reestruturação pela qual a empresa passou, alegrariam os acionistas.Dito e feito: a empresa anunciou um crescimento de aproximadamente 7% nas suas receitas no ano fiscal de 2007.

Foi na abertura do CA World deste ano que Swainson mostrou aos participantes aquilo que já se tornou uma marca registrada do executivo em suas aparições: a franqueza com a qual aborda os temas que dizem respeito ao futuro da empresa e do mercado, sejam eles bons, sejam ruins. Na edição anterior do evento,que aconteceu cerca de um ano e meio antes, John Swainson chegou a comparar a empresa, que acabara de assumir, a um avião desgovernado, sem rota nem rumo. Mas, ao contrário do que se pensava na época, o novo presidente acreditava que o avião tinha equipamento, combustível e tripulação para retomar o vôo, mesmo que alguns ajustes no motor precisassem ser feitos em pleno vôo.

Na época o executivo prometeu aos seus clientes uma profunda revisão não apenas da empresa com seus problemas fiscais mas também de todos os seus produtos e de toda a sua estratégia de negócios. O que pareceu a muitos um devaneio, um sonho de grandiosidade, foi meticulosamente cumprido por todos.Assim,Swainson e seu avião desgovernado se tornaram um comandante competente, pilotando um avião de última geração e com uma tripulação de dar inveja.

A mudança mais profunda na empresa talvez tenha sido a reunião de todos os produtos antes espalhados por diferentes soluções em uma única visão: a Enterprise IT Management (EITM).

Com essa nova filosofia por trás de seus produtos a empresa começou a mostrar a seus clientes que não se tratava mais puramente de uma empresa de software que detinha e vendia marcas conceituadas no mercado, mas sim de uma fábrica de soluções com uma linha completa de suítes que se encaixavam umas nas outras, formando um único bloco, e que tinha como objetivo final o manejo e o controle consistente de todo o parque de IT de uma empresa.

O conceito apresentado pela empresa em novembro de 2005 foi visto, a princípio, como mais uma das famosas siglas nos negócios de TI que são inventadas e que acabam resultando em praticamente nada de novo.Mas, ao contrário das expectativas, a CA soube divulgar, reforçar e, mais importante, acreditar no novo conceito. O foco da companhia passou a ser o tripé do EITM: governança, gerenciamento e segurança.


Michael Christenson: responsável pelas compras

Para atingir esses objetivos foram necessárias grandes aquisições de companhias já estabelecidas no mercado e a integração total dos novos produtos. Foram quinze grandes compras de empresas nos últimos dois anos.Desde pequenos e médios inovadores, como a Concord Communnications e a Niku, até líderes de mercado em segmentos específicos, como a Wily (gerenciamento de aplicações) e a Cybermation (automação de força de trabalho).

O investimento em pesquisa e desenvolvimento da empresa também cresceu, chegando a US$ 600 milhões e tornando possível o lançamento de até 300 versões diferentes de seus produtos no intervalo de um ano.

Apesar de aparentemente o ciclo de aquisições estar terminado, a empresa não descarta a possibilidade de ainda ir ao mercado comprar algo que lhes interesse e que possa ser integrado a sua gama de produtos.Nesse ponto a CA é categórica. O foco é sempre completar sua oferta de soluções para que não sobre nenhuma lacuna descoberta. Se houver algo que eles possam desenvolver em casa, ótimo. Senão, vão ao mercado atrás de quem o possa.

Todo esse investimento, porém, estaria fadado ao esquecimento e, eventualmente, ao fracasso não fosse,novamente, pela característica singular do presidente da empresa.De novo, a forma sincera, direta e pessoal de Swainson pode ter feito a diferença entre a vida e a morte para a companhia.

No final de 2005, com toda a crise de credibilidade pela qual passava a empresa, foi John Swainson que olhou nos olhos dos clientes e admitiu, quase publicamente, as falhas do passado. O discurso sempre foi na direção de que os problemas existiam mas que deveriam ser, e seriam, encarados a qualquer custo.

Swainson conseguiu convencer os clientes de que ele estava tratando da própria sobrevivência da companhia que, se não recuperasse a imagem, se não mostrasse que estava completamente comprometida com o sucesso de seus clientes, não chegaria a realizar um outro CA World tão cedo. Talvez não o fizesse nunca mais.

Esse discurso, por uma crença sincera ou por pura necessidade, encontrou ouvidos abertos entre os clientes, que não apenas continuaram apostando na empresa mas também elevaram seus gastos e seu comprometimento com as soluções da empresa.

Por essas razões a CA conseguiu, um ano e meio depois, realizar mais uma edição do já famoso evento. E esse, para os que passaram e sofreram com todo o processo de recuperação e reestruturação da empresa, teve um gosto especialmente doce. Era a hora de dizer ao mercado em alto e bom som: missão cumprida.

O evento, realizado em Las Vegas (EUA),mostrou muito da nova empresa. Para quem participou de edições anteriores, houve uma certa decepção. Este ano a estrutura foi mais modesta.Mas é exatamente essa a estratégia.

O evento deste ano deu muito foco às palestras, às conferências, às sessões técnicas e ao que realmente importava nos negócios de TI. Ficaram em segundo plano quaisquer outras preocupações que não fossem direcionadas ao business, como eventos, atrações etc. Trocou-se, por exemplo, uma noite de comédia com Jerry Seinfeld, um dos comediantes mais bem pagos do mundo, em 2005, por uma apresentação light de um conjunto de música e performance chamado The Blue Man Group.

Essa seriedade e, de alguma forma, contenção de gastos com atividades paralelas mostrou a todos o foco da empresa.“Clientes, hoje em dia, compram resultados”, disse Swainson em sua palestra de abertura. “Qualquer outra preocupação é secundária. Se pudéssemos fazer apenas uma coisa, cuidaríamos dos nossos clientes”, foi a mensagem do executivo.

Para os participantes, o que ficou foi a impressão de uma nova empresa, nem de longe a daquela que, um ano e meio antes, fazia apenas promessas de melhoria sobre uma base que parecia começar a ceder. A impressão foi de que a faxina foi feita, a casa está em ordem. É hora de crescer.

Ainda há espaço para aquisições
Num bate-bola com a Forbes Brasil, Michael Christenson, o VP executivo da CA fala do que mais entende: aquisições. Foi ele o responsável pela maioria das compras da empresa nos últimos dois anos, desde que a reestruturação começou.

Como é o processo de decisão de compra de uma empresa por parte da CA?
O objetivo principal, quando analisamos uma opção de compra, é a forma como o produto atual oferecido pela empresa pode se encaixar no nosso modelo de negócios e em nossas soluções. Se podemos fechar um espaço que esteja descoberto, então levamos em conta a compra da companhia.

E como ocorre essa procura?
Normalmente de alguma necessidade levantada por algum de nossos clientes. Necessidades essas que podem ser percebidas por nós ou mesmo nos apresentada por algum usuário. Se, por exemplo, alguém que é um grande parceiro de nossas soluções nos apresenta um produto que ele utiliza e gostaria de ver integrado em nosso pacote, levamos em conta.

Qual o perfil das empresas normalmente consideradas?
São normalmente empresas médias, com um produto já sólido no mercado, com uma base de clientes instalada que compartilham os objetivos da CA, ou seja, ajudar na integração total do universo de TI dos seus clientes.

Quer dizer que startups estão fora do escopo?
Eu diria que sim. Apesar de não haver uma regra absolutamente rígida, não vejo um cenário em que uma startup tenha chance de ser adquirida pela CA.

Então qual a fórmula para que uma empresa possa ser considerada pela CA?
Lance seu produto, crie uma base de clientes, solidifique-os e mostre-nos que seu produto pode realmente agregar algum valor às nossas soluções. Assim o sucesso é garantido.

Em busca de mais coordenação

Com prioridade na educação, o governo quer garantir uma forma de unificar os esforços para viabilizar a inclusão digital

Por Wanise Ferreira

SUZANNE PLUNKETT/BLOOMBERG NEWS

Responsável pelo bem-sucedido programa Computador para Todos, César Alvarez, assessor especial da Presidência da República, tem agora em suas mãos uma tarefa um pouco mais árdua: coordenar todas as iniciativas de inclusão digital do governo. Se imaginar que somente na esfera federal ele encontra uma série de iniciativas distribuídas em vários ministérios, estatais e autarquias, o trabalho dele não para aí e também terá de ir além, negociando com estados, municípios e iniciativa privada como será a participação de cada um nesse processo de digitalização no país.Ele conta que o trabalho que está sendo concluído pelo Instituto Brasileiro de Convergência de Tecnologia Digital,vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, aponta cerca de 16 mil pontos de acesso em todo o país,dos quais aproximadamente 11 mil são de responsabilidade do governo federal.Ou seja,há um desequilíbrio entre as iniciativas estaduais e municipais e o que está sendo feito pela União,que precisa ser contornado.A digitalização das escolas brasileiras, um dos pontos do discurso de posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva,é prioridade, e a idéia é garantir a banda larga em todas as 172 mil escolas públicas do país até 2010.Para aqueles que sonham que a disponibilidade de outros serviços prioritários, como das áreas da Saúde e Previdência,alcance a excelência dos sistemas de arrecadação tributária ou mesmo das eleições, a espera é mais longa.

“A nossa intenção é de que todas as experiências existentes hoje se complementem, o que poderá nos garantir otimização dos recursos, diminuição dos custos,as possibilidades de expansão e, principalmente,a busca da sustentabilidade dos projetos”, comenta Alvarez, com pouco mais de trinta dias no cargo e ainda se familiarizando com o que tem pela frente. Ele começou a montar um grupo de trabalho com representantes de todos os ministérios que possuem algum tipo de iniciativa na área da inclusão digital, de governo eletrônico, ou mesmo que demandem uso de novas tecnologias. “Isso quer dizer que teremos desde a Secretaria da Pesca,que tem alguns telecentros, até o Ministério da Fazenda”, observa.Até mesmo a possibilidade de ampliação de compras governamentais por pregão eletrônico poderá entrar nos seus planos.“Um estudo do Ministério do Planejamento que compara esse sistema ao tradicional mostra uma economia média de 30%”, comenta.Ele está ciente de que terá muitos obstáculos a contornar,mas garante que a receita para isso é ouvir,buscar os pontos de consenso e entender os conflitos para que sejam buscadas soluções.

Ele também tem agenda cheia pela frente. Já tem um encontro marcado com o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão,para discutir o projeto de cidades digitais que parte para a sexta localidade a ser conectada, sempre em parceria com as empresas privadas. Também terá uma reunião com a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), que quer lhe apresentar o documento preparado pela entidade sobre Tecnologia da Informação e Comunicação como parte de uma retomada no desenvolvimento do estado.


ROOSEWELT PINHEIRO/ABR
César Alvarez: aproveitar os programas existentes para otimização dos recursos e redução dos custos

O governador da Bahia, Jaques Wagner, foi outro que procurou Alvarez para conseguir apoio para projetos de inclusão digital no estado. Aproveitando um encontro de empresários do setor de telecomunicações realizado na Costa do Sauípe, ele lançou um desafio público para as empresas instalarem projetos-piloto na Bahia. Eles fariam parte do programa Terra de Valor, lançado pelo governo baiano, que envolve iniciativas nas áreas da saúde, habitação e geração de empregos em 34 municípios com menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do estado.O governador, recentemente, criou um núcleo de TI na Casa Civil para estudar projetos de informatização do governo e avançar na questão da inclusão digital. “Nós temos uma situação social muito preocupante, e queremos criar um equilíbrio mínimo nos municípios mais pobres”, ressalta Wagner.

Em ritmo frenético,Alvarez sabe que a área da educação é prioritária. Nessa empreitada, ele está ao lado do Ministério da Educação,que já anunciou o Plano de Desenvolvimento da Educação, que acabou conhecido como o PAC dessa área.Entre as iniciativas, a compra de computadores e de material didático para as escolas públicas, projeto que irá consumir recursos da ordem de R$ 650 milhões.“Mas é preciso garantir a conexão dessas máquinas com qualidade e velocidade, senão corremos o risco de alguns programas, como o Proinfo, virarem uma aula moderna de datilografia”, ressalta o assessor especial da Presidência. É nesse ponto que ganha importância o acordo fechado pelo Ministério das Comunicações com as operadoras de telecomunicações Oi,Brasil Telecom e Telefonica para a substituição das metas de atendimento dos Postos de Serviços de Telecomunicações pelo acesso à internet para essas escolas,com velocidade de 256 Kbps mas que poderá alcançar 512 Kbps.

O projeto custará R$ 1,43 bilhão em três anos, dos quais R$ 880 milhões deverão vir do Fust (Fundo de Universalização das Telecomunicações), e R$ 550 milhões das concessionárias. A utilização dos recursos do Fust,contingenciados desde a sua criação,é mais uma etapa a ser vencida para a viabilização do projeto, e eles terão de já fazer parte do Orçamento da União para 2008.O Fust já acumulou mais de R$ 5 bilhões, dos quais se utilizaram apenas R$ 9 bilhões para projetos de inclusão para deficientes. Como parte do acordo, serão feitas mudanças no decreto do Plano Geral de Metas de Universalização, que tem vigência de vinte anos e foi assinado pelo governo e pelas concessionárias.O MEC irá preparar todo o conteúdo para ser acessado por alunos e professores.

O estudo para garantir a forma de conectar esses computadores nas escolas públicas nasceu no Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE), órgão criado há dois anos para formular projetos estratégicos de longo prazo para o país e que está vinculado diretamente à Presidência da República.O NAE está preparando um sistema único de informações para a área de segurança pública.Segundo o coronel Oswaldo Oliva Neto, chefe do órgão,a proposta é ter um sistema único de apoio para a infra-estrutura dessa área.Esse projeto vai envolver tanto as iniciativas que deverão ser tomadas na área da Tecnologia da Informação quanto aspectos jurídicos e regulatórios. Ele calcula que serão necessários pelo menos seis meses para que o projeto esteja concluído e possa ser negociado com todos os envolvidos.

Mesmo nessa área,os exemplos mostram que as soluções podem ser simples. Envolvido com questões graves na área da segurança,o governo do Rio de Janeiro foi em busca de um sistema que permitisse a identificação das ligações para o 190, em que 40% dos registros eram trotes e dificultavam o envio de viaturas para os locais onde elas eram realmente necessárias.A Telemar apresentou uma proposta que combinava o uso das telefonias fixa e móvel,banco de dados e o software de geoprocessamento GPS, além de aparelhos que são usados pela própria polícia.Foi criada uma central de atendimento que por meio do GPS conseguiu garantir melhor localização e reconhecimento das chamadas, enviando os dados para os terminais em mãos dos policiais.Esse sistema permitiu que o tempo de chegada das viaturas diminuísse de 25 para quatro minutos.A moeda de troca para bancar o financiamento do projeto foi o uso do ICMS como contrapartida.

Alguem queria megapixel?

Canon EOS-1Ds Mark III key features

* 21 megapixel Full-frame CMOS sensor (36 x 24 mm)
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http://www.dpreview.com/news/0708/07082009canoneos1dsmarkiii.asp