domingo, 21 de outubro de 2007
Quociente de Inconveniência: a genética e o racismo
A declaração do cientista virou polêmica, e foi considerada racista. Vim apenas perpetuar essa polêmica.
O impacto da genética é um sopro de predisposições.
Uma pessoa que tem pais e avós e tios diabéticos possui efetivamente uma chance gigantesca de desenvolver diabetes, mas sabemos que se ela tiver uma alimentação equilibrada, muito provavelmente isso nunca irá acontecer.
Suponhamos que um oriental (seguindo a lógica das pesquisas) fosse mantido afastado de qualquer indução do raciocínio, levado apenas a desenvolver trabalhos físicos com o intuito de garantir sua sobrevivência. Não haveria a possibilidade do Q.I. dele ser maior do que o de qualquer branco ou negro que tivesse tido oportunidade de desenvolver e exercitar suas habilidades intelectuais.
Especialmente devemos lembrar que o tecido nervoso exibe uma plasticidade extraordinária, além de qualquer outro. O exercício é a alma do negócio.
Mas que uma predisposição leva a questionamentos sérios sobre o comportamento humano, isso leva. E chegamos naquele limite difícil entre psicologia, biologia, antropologia.
O subdesenvolvimento do povo africano tem o quanto a ver com a genética desprivilegiada?
O impacto de uma declaração dessa para o racismo, no entanto, é drasticamente negativo. É a justificativa perfeita para aqueles de cérebros médios e mentes minúsculas. Também devemos levar em consideração a diversidade étnica que temos, não dá pra fazer uma extensão da disseminação dessa característica genética numa população tão mestiça quanto a brasileira por exemplo. Não dá pra justificar pobreza ou ignorância com melanina, e ponto.
Mas cá pra nós, certos conhecimentos são mesmo difíceis de administrar, hein?
"A ciência não é estranha à controvérsia. A busca de conhecimento é freqüentemente desconfortável e desconcertante. Nunca temi declarar o que acredito ser verdade, não importando o quão difícil seja. Isso, de vez em quando, me deixa em maus lençóis. Raras vezes mais do que agora, em que me encontro no centro de uma tempestade. Entendo boa parte da reação. Porque se eu disse o que escreveram que disse, então só me resta admitir que estou perplexo. Para aqueles que inferiram das minhas palavras que a África, como um continente, é, de alguma forma, geneticamente inferior, só me resta pedir desculpas públicas. Não foi o que eu quis dizer. Mais importante, do meu ponto de vista, não há base científica para tal crença. Sempre fui um feroz defensor da posição de que devemos basear nossa visão do mundo em fatos. Por isso a genética é tão importante. Porque nos leva a respostas para muitas das maiores e mais difíceis questões.
Mas essas respostas podem não ser fáceis porque, como eu sei muito bem, a genética pode ser cruel. Meu próprio filho é uma de suas vítimas. Aos 37 anos, Rufus não pode levar uma vida independente por causa da esquizofrenia. Por muito tempo, minha mulher, Ruth, e eu achávamos que Rufus precisava de um desafio para o qual se voltasse. Mas quando ele passou pela adolescência, temi que a origem de sua vida incompleta jazia em seus genes. E foi essa percepção que me levou a tornar o projeto genoma humano uma realidade.
Ao fazer isso, sabia que dilemas morais surgiriam e me preocupei em estabelecer os componentes éticos, legais e sociais do projeto. Desde 1978, quando um balde de água foi jogado sobre meu amigo de Harvard E.O. Wilson por suas declarações sobre a influência dos genes no comportamento, os ataques contra a genética comportamental humana permanecem vigorosos. Mas a irracionalidade deve perder terreno em breve. Logo será possível ler as $genéticas individuais. Quando isso acontecer, espero que possamos ver se alterações na sequência de DNA, e não influências ambientais, resultam em comportamentos diferentes. Por fim, estabeleceremos a relativa importância da natureza em oposição ao ambiente.
A idéia de que algumas pessoas são más por natureza me perturba. Mas a ciência não está aqui para fazer a gente se sentir bem. Existe para responder questões a serviço do conhecimento. Ao descobrir em que extensão os genes influenciam o comportamento moral, seremos capazes de entender como os genes influenciam aptidões intelectuais. No meu instituto estudamos falhas causadas por genes no desenvolvimento do cérebro que, freqüentemente, levam ao autismo e à esquizofrenia. Pode ser que descubramos que diferenças nesses genes responsáveis pelo desenvolvimento do cérebro levam a diferenças na habilidade de executar diferentes atividades mentais.
Não entendemos suficientemente como ambientes selecionaram, ao longo do tempo, os genes que determinam a capacidade de fazer diferentes coisas. O grande desejo da sociedade é dizer que capacidades equivalentes de razão são uma herança universal da Humanidade. Pode ser. Mas simplesmente querer que seja assim não é suficiente. Isso não é ciência. Questionar isso não é racismo. Não se trata de uma discussão sobre superioridade ou inferioridade, mas sim buscar entender diferenças, saber por que alguns são grandes músicos e outros grandes engenheiros. É muito provável que passem pelo menos 15 anos antes de chegarmos a uma compreensão adequada da relativa importância da natureza versus ambiente na conquista de importantes objetivos humanos. Até lá, nós, como cientistas, sempre que quisermos nos posicionar nesse grande debate, devemos tomar cuidado ao invocar verdades indiscutíveis sem o apoio de provas."
(JAMES WATSON para o jornal britânico "Independent")
Mary Fouleaux
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Efeito Doppler
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.O efeito Doppler é uma característica observada nas ondas quando emitidas ou refletidas por um objeto que está em movimento com relação ao observador. Foi-lhe atribuído esse nome em homenagem a Johann Christian Andreas Doppler, que o descreveu teoricamente pela primeira vez em 1842. A primeira comprovação foi obtida pelo cientista alemão Christoph B. Ballot, em 1845, em um experimento com ondas sonoras.
Em ondas eletromagnéticas, esse mesmo fenômeno foi descoberto de maneira independente, em 1848, pelo francês Hippolyte Fizeau. Por esse motivo, o efeito Doppler também é chamado efeito Doppler-Fizeau.
Ilustração das ondas sonoras emitidas de um objecto em movimento.
Ilustração das ondas sonoras emitidas de um objecto em movimento.
Características
O comprimento de onda observado é maior ou menor conforme sua fonte se afaste ou se aproxime do observador.
No caso de aproximação, a freqüência aparente da onda recebida pelo observador fica maior que a freqüência emitida. Ao contrário, no caso de afastamento, a freqüência aparente diminui.
Um exemplo típico é o caso de uma ambulância com sirene ligada que passe por um observador. Ao se aproximar, o som é mais agudo e ao se afastar, o som é mais grave. De modo análogo, ao trafegar em uma estrada, o ruído do motor de um automóvel que vem em sentido contrário apresenta-se mais agudo equanto ele se aproxima, e mais grave a partir do momento em que se afasta (após cruzar com o observador).
Nas ondas luminosas este fenómeno é observável quando a fonte e o observador se afastam ou se aproximam com grande velocidade relativa. Neste caso, o espectro da luz recebida apresenta desvio para o vermelho (quando se afastam) e desvio para o violeta (quando se aproximam).
Medição de velocidades
* O efeito Doppler permite a medição da velocidade de objectos através da reflexão de ondas emitidas pelo próprio equipamento de medição, que podem ser radares, baseados em radiofreqüência, ou lasers, que utilizam freqüências luminosas.
Muito utilizado para medir a velocidade de automóveis, aviões, bolas de tênis e qualquer outro objeto que cause reflexão, como, na Mecânica dos fluidos e na Hidráulica, em partículas sólidas dentro de um fluido em escoamento.
* Em astronomia, permite a medição da velocidade relativa das estrelas e outros objetos celestes luminosos em relação à Terra. Essas medições permitiram aos astrónomos concluir que o universo está em expansão, pois quanto maior a distância desses objetos, maior o desvio para o vermelho observado.
* Na medicina, um ecocardiograma utiliza este efeito para medir a direção e velocidade do fluxo sanguíneo ou do tecido cardíaco.
* O efeito Doppler é de extrema importância quando se está comunicando a partir de objetos em rápido movimento, como no caso dos satélites.
<-fim da parte da wikipedia->
agora por mim:
EFEITO DOPPLER
É a alteração na frequência aparente de uma onda devido ao movimento relativo entre fonte e observador.
desculpem-me o desenho tosco
<)))) ->v v'<- \o/
fonte em movimento observador
dedução básica da equação para calculo de frequência aparente para ondas mecânicas
observador em repouso e fonte em movimento
a figura da wikipedia lá em cima mostra uma fonte em movimento para a esquerda
Seja a fonte com um comprimento de onda L e frequência ƒ e com velocidade v e velocidade da onda V => V=L.ƒ(não sei escrever "lambda" nem "ni" sem ser no matlab, ou no matcad ou no wolfram)
imagine agora um observador parado a esquerda(aproximação) ou direita (afastamento) da figura, este receberá a onda como se fosse com um comprimento de onda L' mas com mesma
L'=(V+v)/ƒ
logo ƒ'=V/L'=V/[(V+v)/ƒ]=ƒ.[V/(V+v)] com sinal de v v>0 para afastamento e v<0 para aproximação
observador em movimento e fonte em repouso
agora com a fonte(V=L.ƒ) parada e o observador com velocidade Vo o observador percebe a onda com comprimento L mas com uma velocidade V'
V'=V+Vo
ƒ'=V'/L=(V+Vo)/L=(V+Vo)/(V/ƒ)=ƒ(V+Vo)/V com o sinal de Vo Vo>0 para aproximação e Vo<0
"* O efeito Doppler permite a medição da velocidade de objectos através da reflexão de ondas emitidas pelo próprio equipamento de medição, que podem ser radares, baseados em radiofreqüência, ou lasers, que utilizam freqüências luminosas.
Muito utilizado para medir a velocidade de automóveis, aviões, bolas de tênis e qualquer outro objeto que cause reflexão, como, na Mecânica dos fluidos e na Hidráulica, em partículas sólidas dentro de um fluido em escoamento."
nesses casos as velocidades relativas são muito menores q a velocidade da luz
esses medidores funcionam enviando uma onda de frequência definida ƒ q atinge o móvel com uma frequência ƒ' e volta para o receptor do aparelho com frequência ƒ''=ƒ'(1±µ/c)/[1-(µ/c)²]^½=ƒ(1±µ/c)²/[1-(µ/c)²] que aproximadamente ƒ''=ƒ(1±µ/c)²
sendo q o que deseja-se descobrir é o µ então teremos µ = c.{±[1-(ƒ''/ƒ)]}^½
"* Em astronomia, permite a medição da velocidade relativa das estrelas e outros objetos celestes luminosos em relação à Terra. Essas medições permitiram aos astrónomos concluir que o universo está em expansão, pois quanto maior a distância desses objetos, maior o desvio para o vermelho observado."
opa, tem erro ai(ou pelo menos uma ambigüidade). Não é quanto maior a distância, é quanto maior a velocidade de afastamento maior o desvio para o vermelho, por isso foi possível descobrir que o Universo está em expansão. caso estivesse se aproximando o desvio seria para o azul, o que explica a piada de Nerd 005, o asteróide está na direção da Terra.
me empolguei. algum dia escrevo sobre cones de mach
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Piada de Nerd 005
-chefe, temos uma boa e má notícia
-quais?
-a boa é q descobrimos um novo asteróide gigante nas proximidades da Terra
-e qual a má?
-ele é azul
PS: necessário conhecimento d efeito doppler relativistico pra entender a piada
domingo, 14 de outubro de 2007
Piada de Nerd 004
não clique nos comentários antes de pensar
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Piada de Nerd 003
Tavam um engenheiro, um físico e um matemático andando de carro na estrada quando o matemático falou:
"olha que bonitinha aquela vaquinha com a face voltada pra cá toda preta!"
Aih o físico respondeu:
"Eita, deixa de ser chato, n tah vendo que essa vaca é toda preta?!"
E o engenheiro:
"É, pow! Todas as vacas são pretas!"
dou os créditos por lembrar da piada a M.F. novamente
em breve piadas atômicas
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Turma de Exatas - Pré Vestibular
para piorar, certos concursos nesta área antigamente não aceitavam a entrada dessas
Três de meus professores foram alunos de um outro professor nosso na época de vestibular deles
então nós as vezes perguntamos como era na época deles...
nessa época não entrava mulher no concurso que vou prestar(ITA), então imagina a quantidade de besteira que saia na sala(homem junto sem mulher só dá merda)
sonzinhos de sala era pouco, havia um certo grito da turma q só podia sair de uma sala sem mulheres...
2007----
há quase duas semanas passou-se a 1ª das provas que farei esse ano, mesmo que não tenha feito pra valer(a escola pagou minhas inscrição) foi alguma coisa
Era a prova da AFA, para entrar na aeronáutica, com os cursos de intendência, aviação e infantaria.
havia um certo pré-vestibular concorrente que não vou citar o nome(Alferes, já disse, hahahahaha) também fazendo essa prova lá em SP-SP e eles tinham um grito de guerra, algo comum entre escolas e pré-vestibulares
só que o nosso cursinho não tem
então algum retardado(eu) percebe isso e chama o grito do inicio dos anos 90
-VOCÊS QUEREM INFANTARIA???????
-NÃÃÃÃÃOOOOO - gritam todos
-VOCÊS QUEREM INTENDÊNCIA??????
-NÃÃÃÃÃÃÃÃO
-VOCÊS QUEREM AVIAÇÃO??????
-NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOO
-ENTÃO OQUE É QUE VOCÊS QUEREM???

-XANAAAAAAA
Serão outras escolas, já que não será em são paulo, será aqui mesmo, lá no CTA, a próxima prova.já estamos preparando o grito para a prova do IME...
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Piada de Nerd 002
qual o bicho q tem entre 2 e 3 olhos???
Resp. nos comentários
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
The Future:
http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI1898975-EI4796,00.html
terça-feira, 11 de setembro de 2007
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Um Quack pela Inclusao Digital
Não sei se vocês já viram um plano novo da TIM que oferece wireless integrada por um preço compatível com o perfil de usuários que compram celulares com internet. Talvez esse seja um começo de mais uma taxa sem sentido, apenas mais benefícios para as agências, às custas do dinheiro da gente.
Enquanto os países mais desenvolvidos já possuem internet disponível em praticamente todos os lugares, como uma grande rede integrada, que dá acesso para absolutamente todos os que queiram, o Brasil dá mais um passo pra trás.
Todos sabemos que a internet é um meio forte de melhoria da educação. O acesso à informação livre, além da divulgação da leitura sobre o que quer que seja, e da discussão aberta sobre diversos temas, sem censura, todos fatores que podem ajudar bastante a desenvolver a educação especialmente para aqueles que já não contam com uma escola pública de qualidade.
O governo distribui computadores (cofcof¬¬) e por outro lado, toma-lhes a internet. Ou gastará ainda mais diheiro público, R$100/mês/roteador, para o único benefício das operadoras (devidamente privatizadas).
É óbvio, que como todos os "gatos" e os "macacos", a gente vai dar um jeito de criar um novo bicho pra burlar isso. Mas até então fica o protesto. E que seja divulgado isso pela internet, ao menos, já que para isso não contamos com outras mídias.
domingo, 26 de agosto de 2007
Cyber Quack
uma associação com o movimento do Patinho Amarelo fora feita
http://opatinhoamarelo.blogspot.com
sobre o movimento
http://opatinhoamarelo.blogspot.com/2006/08/manifesto-patixista-ou-ensaio-da.html
mudanças pequenas mas significativas estão ocorrendo no layout página, a começar pelo titulo que de de The Art Of Tech Life virou The Art Of Quack Tech Life, o menu "parceiros" subiu, o item make a donation sumiu(pode voltar, diferente), novo blogger acrescentado(ainda esperando esse aceitar).
"Ja ne Mataaa"
Adolescente desbloqueia iPhone
George Hotz diz que o desejo dele é que hackear possa ser um pouco mais simples |
A "Associated Press news agency" confirmou que George Hotz, 17 anos, teria desbloqueado o iPhone e o utilizou pela T-Mobile, uma rival da operadora americana AT&T.
O hacker disse que para desbloquear levou em torno de 2 horas e envolveu algumas soldas e habilidade com software.
AT&T e Apple ainda não se pronunciaram sobre as novas.
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Some of my friends think I wasted my summer but I think it was worth it ![]()
Tentativas de Hackear têm sido feitas sobre o telefone da Apple desde seu lançamento nos EUA em junho na tentativa de descobrir vulnerabilidades no sistema.
O topo da lista tem sido crackear o código que faz com que o telefone só seja usado pela AT&T, a operadora exclusiva do iPhone.
Antes do anncio de George Hotz no seu blog, no iPhone fora utilizado outros métodos para usar-lo em outras operadoras, que envolvem copiar a informação do Sim (Subscriber Identity Module) card.
De qualquer forma, equipamento especial foi usado e o telefone atual não tinha sido desbloqueado, com cada Sim card tendo que ser reprogramado para cada usuário em particular.
Analistas acreditam que a Apple ainda deve ter tempo para modificar a linha de produção do iPhone para fazer novos telefones invulneráveis aos Hackers antes desse ser lançado na Europa ainda este ano.
Colaboração
O jovem hacker disse que ele ajuda os usuários a poder eventualmente desbloquearem seus telefones por conta própria, e que sua descoberta não será usada para ganho comercial.
"That's exactly, like, what I don't want... people making money off this," disse ele a AP.
O próximo passo, disse ele, poderá ser uma solução sem soldas: um caminho usando apenas software.
O blog de tecnologia Engadget disse nesta sexta que essa conseguiu desbloquear com sucesso um iPhone usando um método diferente sem mecher com o hardware. O software foi desmembrado por um grupo anonimo de Hackers, que aparentemente pretendem ganhar por isto, disse a AP.
O Hacker de New Jersey diz ter colaborado via internet com outras 4 pessoas, sendo duas da Russia, para desenvolver o processo de desbloqueio.
Ele gastou em torno de 500 horas no projeto desde 29 June.
"Some of my friends think I wasted my summer but I think it was worth it," ele disse ao jornal americano The Record of Bergen County.
MCT lança primeiro projeto do Programa HardwareBR
Foi lançado nesta sexta-feira (24), em Florianópolis (SC), o projeto LABelectron Nucleador, o primeiro do Programa Prioritário HardwareBR, uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), apoiado pelo Comitê de Avaliação de Tecnologia da Informação (Cati). A intenção é promover a competência nacional no desenvolvimento e produção da eletrônica de produtos com tecnologias da informação e comunicação.
Para o coordenador da área de informática da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Anderson Jorge de Souza Filho, o HarwareBR será uma importante ferramenta para estimular a indústria no desenvolvimento de projetos e produtos eletrônicos, além de promover a atualização do setor.
O LABelectron Nucleador permite promover um salto tecnológico do Labelectron, um laboratório fábrica de projeto e manufatura de placas eletrônicas em pequenas séries. Lançado em 2002 pela Fundação Certi, em parceria com as empresas Alcatel e Megaflexsul, com apoio do governo federal e estadual, o LABelectron atendeu neste sete anos cerca de 50 empresas e atingiu a marca de 225 milhões de componentes montados em 907 mil placas eletrônicas.
O conceito de laboratório-fábrica adotado é uma inovação no Brasil. Ele permite que a infra-estrutura utilizada em atividades de P&D seja compartilhada para atendimento a demandas das empresas na manufatura de placas eletrônicas, com destaque para a prototipagem, pré-séries e pequenas séries.
O grande diferencial preconizado pelo LABelectron é a possibilidade de produção competitiva em pequenas séries, com flexibilidade e customização, atendendo às necessidades das pequenas e médias empresas que não têm demanda para produção em larga escala.
"Hoje, a tendência que se observa é a crescente diversificação e customização de produtos, o que exige uma produção em menores volumes, associada a uma maior flexibilidade e agilidade, demandando sistemas produtivos competitivos em pequenas séries", explica o Superintendente de Operação da Certi, Günther Pfeiffer.
A Ásia é hoje a maior produtora mundial de eletrônica e a principal fornecedora do Brasil. Mas Pfeiffer acredita que o País tem oportunidades em nichos específicos, como o naval, o aeroespacial, a instrumentação, além da demanda de suporte às pequenas e médias empresas nos desafios de inserirem eletrônica ou acompanharem o desenvolvimento tecnológico para manterem seus produtos no mercado.
O LABelectron Nucleador demandará investimentos da ordem de R$ 15,6 milhões em dois anos e meio. Estes recursos serão captados por meio de aportes de empresas investidoras em P&D via Lei de Informática.
(Com informações da Assessoria de Imprensa da Fundação Certi)
Com a casa em ordem
Por Ricardo Setti
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| John Swainson, da CA: novo rumo e crescimento de 7% este ano |
No dia 21 de maio último, a CA, antiga Computer Associates, recebeu o sinal verde que acabou com um pesadelo que teve início em setembro de 2004 com o início do processo que a empresa sofreu nos tribunais dos Estados Unidos por suspeita de fraude em sua contabilidade.
No final de abril, no evento CA World 2007,baseado em Las Vegas,nos Estados Unidos, o atual presidente da empresa, John Swainson, já dava sinais mais do que claros ao mercado de que o processo não apenas teria um final feliz para a empresa como também os números deste ano, fruto da profunda reestruturação pela qual a empresa passou, alegrariam os acionistas.Dito e feito: a empresa anunciou um crescimento de aproximadamente 7% nas suas receitas no ano fiscal de 2007.
Foi na abertura do CA World deste ano que Swainson mostrou aos participantes aquilo que já se tornou uma marca registrada do executivo em suas aparições: a franqueza com a qual aborda os temas que dizem respeito ao futuro da empresa e do mercado, sejam eles bons, sejam ruins. Na edição anterior do evento,que aconteceu cerca de um ano e meio antes, John Swainson chegou a comparar a empresa, que acabara de assumir, a um avião desgovernado, sem rota nem rumo. Mas, ao contrário do que se pensava na época, o novo presidente acreditava que o avião tinha equipamento, combustível e tripulação para retomar o vôo, mesmo que alguns ajustes no motor precisassem ser feitos em pleno vôo.
Na época o executivo prometeu aos seus clientes uma profunda revisão não apenas da empresa com seus problemas fiscais mas também de todos os seus produtos e de toda a sua estratégia de negócios. O que pareceu a muitos um devaneio, um sonho de grandiosidade, foi meticulosamente cumprido por todos.Assim,Swainson e seu avião desgovernado se tornaram um comandante competente, pilotando um avião de última geração e com uma tripulação de dar inveja.
A mudança mais profunda na empresa talvez tenha sido a reunião de todos os produtos antes espalhados por diferentes soluções em uma única visão: a Enterprise IT Management (EITM).
Com essa nova filosofia por trás de seus produtos a empresa começou a mostrar a seus clientes que não se tratava mais puramente de uma empresa de software que detinha e vendia marcas conceituadas no mercado, mas sim de uma fábrica de soluções com uma linha completa de suítes que se encaixavam umas nas outras, formando um único bloco, e que tinha como objetivo final o manejo e o controle consistente de todo o parque de IT de uma empresa.
O conceito apresentado pela empresa em novembro de 2005 foi visto, a princípio, como mais uma das famosas siglas nos negócios de TI que são inventadas e que acabam resultando em praticamente nada de novo.Mas, ao contrário das expectativas, a CA soube divulgar, reforçar e, mais importante, acreditar no novo conceito. O foco da companhia passou a ser o tripé do EITM: governança, gerenciamento e segurança.
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| Michael Christenson: responsável pelas compras |
Para atingir esses objetivos foram necessárias grandes aquisições de companhias já estabelecidas no mercado e a integração total dos novos produtos. Foram quinze grandes compras de empresas nos últimos dois anos.Desde pequenos e médios inovadores, como a Concord Communnications e a Niku, até líderes de mercado em segmentos específicos, como a Wily (gerenciamento de aplicações) e a Cybermation (automação de força de trabalho).
O investimento em pesquisa e desenvolvimento da empresa também cresceu, chegando a US$ 600 milhões e tornando possível o lançamento de até 300 versões diferentes de seus produtos no intervalo de um ano.
Apesar de aparentemente o ciclo de aquisições estar terminado, a empresa não descarta a possibilidade de ainda ir ao mercado comprar algo que lhes interesse e que possa ser integrado a sua gama de produtos.Nesse ponto a CA é categórica. O foco é sempre completar sua oferta de soluções para que não sobre nenhuma lacuna descoberta. Se houver algo que eles possam desenvolver em casa, ótimo. Senão, vão ao mercado atrás de quem o possa.
Todo esse investimento, porém, estaria fadado ao esquecimento e, eventualmente, ao fracasso não fosse,novamente, pela característica singular do presidente da empresa.De novo, a forma sincera, direta e pessoal de Swainson pode ter feito a diferença entre a vida e a morte para a companhia.
No final de 2005, com toda a crise de credibilidade pela qual passava a empresa, foi John Swainson que olhou nos olhos dos clientes e admitiu, quase publicamente, as falhas do passado. O discurso sempre foi na direção de que os problemas existiam mas que deveriam ser, e seriam, encarados a qualquer custo.
Swainson conseguiu convencer os clientes de que ele estava tratando da própria sobrevivência da companhia que, se não recuperasse a imagem, se não mostrasse que estava completamente comprometida com o sucesso de seus clientes, não chegaria a realizar um outro CA World tão cedo. Talvez não o fizesse nunca mais.
Esse discurso, por uma crença sincera ou por pura necessidade, encontrou ouvidos abertos entre os clientes, que não apenas continuaram apostando na empresa mas também elevaram seus gastos e seu comprometimento com as soluções da empresa.
Por essas razões a CA conseguiu, um ano e meio depois, realizar mais uma edição do já famoso evento. E esse, para os que passaram e sofreram com todo o processo de recuperação e reestruturação da empresa, teve um gosto especialmente doce. Era a hora de dizer ao mercado em alto e bom som: missão cumprida.
O evento, realizado em Las Vegas (EUA),mostrou muito da nova empresa. Para quem participou de edições anteriores, houve uma certa decepção. Este ano a estrutura foi mais modesta.Mas é exatamente essa a estratégia.
O evento deste ano deu muito foco às palestras, às conferências, às sessões técnicas e ao que realmente importava nos negócios de TI. Ficaram em segundo plano quaisquer outras preocupações que não fossem direcionadas ao business, como eventos, atrações etc. Trocou-se, por exemplo, uma noite de comédia com Jerry Seinfeld, um dos comediantes mais bem pagos do mundo, em 2005, por uma apresentação light de um conjunto de música e performance chamado The Blue Man Group.
Essa seriedade e, de alguma forma, contenção de gastos com atividades paralelas mostrou a todos o foco da empresa.“Clientes, hoje em dia, compram resultados”, disse Swainson em sua palestra de abertura. “Qualquer outra preocupação é secundária. Se pudéssemos fazer apenas uma coisa, cuidaríamos dos nossos clientes”, foi a mensagem do executivo.
Para os participantes, o que ficou foi a impressão de uma nova empresa, nem de longe a daquela que, um ano e meio antes, fazia apenas promessas de melhoria sobre uma base que parecia começar a ceder. A impressão foi de que a faxina foi feita, a casa está em ordem. É hora de crescer.
Ainda há espaço para aquisições
Num bate-bola com a Forbes Brasil, Michael Christenson, o VP executivo da CA fala do que mais entende: aquisições. Foi ele o responsável pela maioria das compras da empresa nos últimos dois anos, desde que a reestruturação começou.
Como é o processo de decisão de compra de uma empresa por parte da CA?
O objetivo principal, quando analisamos uma opção de compra, é a forma como o produto atual oferecido pela empresa pode se encaixar no nosso modelo de negócios e em nossas soluções. Se podemos fechar um espaço que esteja descoberto, então levamos em conta a compra da companhia.
E como ocorre essa procura?
Normalmente de alguma necessidade levantada por algum de nossos clientes. Necessidades essas que podem ser percebidas por nós ou mesmo nos apresentada por algum usuário. Se, por exemplo, alguém que é um grande parceiro de nossas soluções nos apresenta um produto que ele utiliza e gostaria de ver integrado em nosso pacote, levamos em conta.
Qual o perfil das empresas normalmente consideradas?
São normalmente empresas médias, com um produto já sólido no mercado, com uma base de clientes instalada que compartilham os objetivos da CA, ou seja, ajudar na integração total do universo de TI dos seus clientes.
Quer dizer que startups estão fora do escopo?
Eu diria que sim. Apesar de não haver uma regra absolutamente rígida, não vejo um cenário em que uma startup tenha chance de ser adquirida pela CA.
Então qual a fórmula para que uma empresa possa ser considerada pela CA?
Lance seu produto, crie uma base de clientes, solidifique-os e mostre-nos que seu produto pode realmente agregar algum valor às nossas soluções. Assim o sucesso é garantido.
Em busca de mais coordenação
Por Wanise Ferreira

Responsável pelo bem-sucedido programa Computador para Todos, César Alvarez, assessor especial da Presidência da República, tem agora em suas mãos uma tarefa um pouco mais árdua: coordenar todas as iniciativas de inclusão digital do governo. Se imaginar que somente na esfera federal ele encontra uma série de iniciativas distribuídas em vários ministérios, estatais e autarquias, o trabalho dele não para aí e também terá de ir além, negociando com estados, municípios e iniciativa privada como será a participação de cada um nesse processo de digitalização no país.Ele conta que o trabalho que está sendo concluído pelo Instituto Brasileiro de Convergência de Tecnologia Digital,vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, aponta cerca de 16 mil pontos de acesso em todo o país,dos quais aproximadamente 11 mil são de responsabilidade do governo federal.Ou seja,há um desequilíbrio entre as iniciativas estaduais e municipais e o que está sendo feito pela União,que precisa ser contornado.A digitalização das escolas brasileiras, um dos pontos do discurso de posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva,é prioridade, e a idéia é garantir a banda larga em todas as 172 mil escolas públicas do país até 2010.Para aqueles que sonham que a disponibilidade de outros serviços prioritários, como das áreas da Saúde e Previdência,alcance a excelência dos sistemas de arrecadação tributária ou mesmo das eleições, a espera é mais longa.
“A nossa intenção é de que todas as experiências existentes hoje se complementem, o que poderá nos garantir otimização dos recursos, diminuição dos custos,as possibilidades de expansão e, principalmente,a busca da sustentabilidade dos projetos”, comenta Alvarez, com pouco mais de trinta dias no cargo e ainda se familiarizando com o que tem pela frente. Ele começou a montar um grupo de trabalho com representantes de todos os ministérios que possuem algum tipo de iniciativa na área da inclusão digital, de governo eletrônico, ou mesmo que demandem uso de novas tecnologias. “Isso quer dizer que teremos desde a Secretaria da Pesca,que tem alguns telecentros, até o Ministério da Fazenda”, observa.Até mesmo a possibilidade de ampliação de compras governamentais por pregão eletrônico poderá entrar nos seus planos.“Um estudo do Ministério do Planejamento que compara esse sistema ao tradicional mostra uma economia média de 30%”, comenta.Ele está ciente de que terá muitos obstáculos a contornar,mas garante que a receita para isso é ouvir,buscar os pontos de consenso e entender os conflitos para que sejam buscadas soluções.
Ele também tem agenda cheia pela frente. Já tem um encontro marcado com o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão,para discutir o projeto de cidades digitais que parte para a sexta localidade a ser conectada, sempre em parceria com as empresas privadas. Também terá uma reunião com a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), que quer lhe apresentar o documento preparado pela entidade sobre Tecnologia da Informação e Comunicação como parte de uma retomada no desenvolvimento do estado.
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| César Alvarez: aproveitar os programas existentes para otimização dos recursos e redução dos custos |
O governador da Bahia, Jaques Wagner, foi outro que procurou Alvarez para conseguir apoio para projetos de inclusão digital no estado. Aproveitando um encontro de empresários do setor de telecomunicações realizado na Costa do Sauípe, ele lançou um desafio público para as empresas instalarem projetos-piloto na Bahia. Eles fariam parte do programa Terra de Valor, lançado pelo governo baiano, que envolve iniciativas nas áreas da saúde, habitação e geração de empregos em 34 municípios com menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do estado.O governador, recentemente, criou um núcleo de TI na Casa Civil para estudar projetos de informatização do governo e avançar na questão da inclusão digital. “Nós temos uma situação social muito preocupante, e queremos criar um equilíbrio mínimo nos municípios mais pobres”, ressalta Wagner.
Em ritmo frenético,Alvarez sabe que a área da educação é prioritária. Nessa empreitada, ele está ao lado do Ministério da Educação,que já anunciou o Plano de Desenvolvimento da Educação, que acabou conhecido como o PAC dessa área.Entre as iniciativas, a compra de computadores e de material didático para as escolas públicas, projeto que irá consumir recursos da ordem de R$ 650 milhões.“Mas é preciso garantir a conexão dessas máquinas com qualidade e velocidade, senão corremos o risco de alguns programas, como o Proinfo, virarem uma aula moderna de datilografia”, ressalta o assessor especial da Presidência. É nesse ponto que ganha importância o acordo fechado pelo Ministério das Comunicações com as operadoras de telecomunicações Oi,Brasil Telecom e Telefonica para a substituição das metas de atendimento dos Postos de Serviços de Telecomunicações pelo acesso à internet para essas escolas,com velocidade de 256 Kbps mas que poderá alcançar 512 Kbps.
O projeto custará R$ 1,43 bilhão em três anos, dos quais R$ 880 milhões deverão vir do Fust (Fundo de Universalização das Telecomunicações), e R$ 550 milhões das concessionárias. A utilização dos recursos do Fust,contingenciados desde a sua criação,é mais uma etapa a ser vencida para a viabilização do projeto, e eles terão de já fazer parte do Orçamento da União para 2008.O Fust já acumulou mais de R$ 5 bilhões, dos quais se utilizaram apenas R$ 9 bilhões para projetos de inclusão para deficientes. Como parte do acordo, serão feitas mudanças no decreto do Plano Geral de Metas de Universalização, que tem vigência de vinte anos e foi assinado pelo governo e pelas concessionárias.O MEC irá preparar todo o conteúdo para ser acessado por alunos e professores.
O estudo para garantir a forma de conectar esses computadores nas escolas públicas nasceu no Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE), órgão criado há dois anos para formular projetos estratégicos de longo prazo para o país e que está vinculado diretamente à Presidência da República.O NAE está preparando um sistema único de informações para a área de segurança pública.Segundo o coronel Oswaldo Oliva Neto, chefe do órgão,a proposta é ter um sistema único de apoio para a infra-estrutura dessa área.Esse projeto vai envolver tanto as iniciativas que deverão ser tomadas na área da Tecnologia da Informação quanto aspectos jurídicos e regulatórios. Ele calcula que serão necessários pelo menos seis meses para que o projeto esteja concluído e possa ser negociado com todos os envolvidos.
Mesmo nessa área,os exemplos mostram que as soluções podem ser simples. Envolvido com questões graves na área da segurança,o governo do Rio de Janeiro foi em busca de um sistema que permitisse a identificação das ligações para o 190, em que 40% dos registros eram trotes e dificultavam o envio de viaturas para os locais onde elas eram realmente necessárias.A Telemar apresentou uma proposta que combinava o uso das telefonias fixa e móvel,banco de dados e o software de geoprocessamento GPS, além de aparelhos que são usados pela própria polícia.Foi criada uma central de atendimento que por meio do GPS conseguiu garantir melhor localização e reconhecimento das chamadas, enviando os dados para os terminais em mãos dos policiais.Esse sistema permitiu que o tempo de chegada das viaturas diminuísse de 25 para quatro minutos.A moeda de troca para bancar o financiamento do projeto foi o uso do ICMS como contrapartida.
Alguem queria megapixel?
* 21 megapixel Full-frame CMOS sensor (36 x 24 mm)
* 5 frames per second shooting (up to 56 JPEG or 12 RAW images buffer)
* Compact Flash UDMA support (up to 45 MB/sec)
* Large bright 'full size' viewfinder with higher magnification than the EOS-1Ds Mark II
* All of the operational improvements and enhancements delivered by the EOS-1D Mark III
http://www.dpreview.com/news/0708/07082009canoneos1dsmarkiii.asp
domingo, 29 de julho de 2007
PCI express
Tecnologia PCI Express
Introdução
O desenvolvimento de computadores cada vez mais rápidos e eficientes é realidade há muito tempo. No que se refere aos PCs (Personal Computer), um dos principais incentivadores da busca pela inovação são as aplicações multimídia (jogos, vídeo em boa definição, etc). Cada vez mais estas dependem de hardware mais poderoso. Um dos frutos dessa evolução é o barramento PCI Express, o substituto do barramento PCI (Peripheral Component Interconnect) e do barramento AGP (Accelerated Graphics Port). O objetivo deste artigo é mostrar as principais características e alguns detalhes técnicos dessa tecnologia.
Barramento PCI Express
O padrão PCI surgiu no início da década de 1990 e por mais de 10 anos foi o barramento mais utilizado para a conexão de dispositivos ao computador, principalmente placas de vídeo, placas de som, placas de rede e modems. O barramento PCI trabalha com 32 bits por vez (mas há alguns slots PCI que funcionam a 64 bits), o que permite atingir a velocidade de 132 MB por segundo.
Como as aplicações em 3D exigiam taxas maiores, o barramento AGP foi inserido no mercado, oferecendo taxas que vão de 266 MB por segundo (no padrão AGP 1X) à 2128 MB por segundo (no padrão AGP 8X). Praticamente todas as placas-mãe com suporte a AGP só possuem um slot desse tipo, já que o mesmo é usado exclusivamente por placas de vídeo.
O problema é que, mesmo oferecendo velocidades acima de 2 GB por segundo, o slot AGP 8x não suportará aplicações que estão para surgir e que precisam de taxas ainda maiores. Além disso, tais aplicações poderão ter outros requisitos que o AGP não oferece. Ainda, é necessário considerar que, apesar do AGP ter vantagens bastante razoáveis, seu uso é destinado apenas às aplicações de vídeo. Acontece que som e rede, por exemplo, também evoluem.
Na busca de uma solução para esses problemas, a indústria de tecnologia trabalhou (e trabalha) no barramento PCI Express, cujo nome inicial era 3GIO. Trata-se de um padrão que proporciona altas taxas de transferência de dados entre o computador em si e um dispositivo, por exemplo, entre a placa-mãe e uma placa de vídeo 3D.
A tecnologia PCI Express conta com um recurso que permite o uso de uma ou mais conexões seriais, isto é, "caminhos" (também chamados de lanes) para transferência de dados. Se um determinado dispositivo usa um caminho, então diz-se que este utiliza o barramento PCI Express 1X, se utiliza 4 conexões, sua denominação é PCI Express 4X e assim por diante. Cada lane pode ser bidirecional, ou seja, recebe e envia dados.
Cada conexão usada no PCI Express trabalha com 8 bits por vez, sendo 4 em cada direção. A freqüência usada é de 2,5 GHz, mas esse valor pode variar. Assim sendo, o PCI Express 1X consegue trabalhar com taxas de 250 MB por segundo, um valor bem maior que os 132 MB do padrão PCI.
Atualmente, o padrão PCI Express trabalha com até 16X, o equivalente a 4000 MB por segundo. Certamente, com o passar do tempo, esse limite aumentará. A tabela abaixo mostra os valores das taxas do PCI Express comparadas às taxas do padrão AGP:
| AGP 1X: 266 MBps | PCI Express 1X: 250 MBps |
| AGP 4X: 1064 MBps | PCI Express 2X: 500 MBps |
| AGP 8X: 2128 MBps | PCI Express 8X: 2000 MBps |
| PCI Express 16X: 4000 MBps |
É importante frisar que o padrão 1X é pouco utilizado e, devido a isso, há empresas que chamam o PCI Express 2X de PCI Express 1X. Assim sendo, o padrão PCI Express 1X pode representar também taxas de transferência de dados de 500 MB por segundo.
Como surgiu o PCI Express
A Intel é uma das grandes precursoras de inovações tecnológicas. No início de 2001, em um evento próprio, a empresa mostrou a necessidade de criação de uma tecnologia capaz de substituir o padrão PCI: tratava-se do 3GIO (Third Generation I/O - 3a geração de Entrada e Saída). Em agosto desse mesmo ano, um grupo de empresas chamado de PCI-SIG (composto por companhias como IBM, AMD e Microsoft) aprovou as primeiras especificações do 3GIO.
Entre os quesitos levantados nessas especificações, estão os que se seguem: suporte ao barramento PCI, possibilidade de uso de mais de uma lane, suporte a outros tipos de conexão de plataformas, melhor gerenciamento de energia, melhor proteção contra erros, entre outros.
Em abril de 2002, o PCI-SIG aprovou um conjunto de especificações mais completas. Foi nessa época que a tecnologia 3GIO mudou seu nome para PCI Express. Em julho de 2002, o grupo de empresas aprovou as especificações finais do padrão e então surgiu oficialmente no mercado o PCI Express 1.0.
Em novembro de 2003, os primeiros dispositivos com a tecnologia PCI Express passaram a ser desenvolvidos e, em 2004, tais produtos começaram a chegar ao mercado, principalmente por força das empresas que trabalham com chips gráficos.
Aspectos de arquitetura
A arquitetura essencial do padrão PCI Express é dividida em 4 camadas: physical (física), data link (ligação), software e transaction (transação):
Camada physical (física) - a camada física é o barramento de conexão conhecido como lane. Ela possui 2 pares de sinais (especificados através de voltagens diferentes), sendo um utilizado para transmissão de dados e outro usado na recepção destes;
Camada data link (ligação) - essa camada é responsável por garantir o envio e o recebimento correto dos dados. Para isso, são usados, essencialmente, protocolos de detecção de erros. Um ponto interessante é que essa camada trabalha com uma técnica conhecida como "Flow Control Protocol", que faz com que os pacotes de dados sejam transmitidos apenas se houver espaço disponível no buffer do receptor. Assim, evita-se o reenvio de dados;
Camada software - é essa a camada responsável pela comunicação com o sistema operacional. É por ela, por exemplo, que o sistema sabe onde há um dispositivo utilizando o PCI Express;
Camada transaction (transação) - a camada transaction é responsável, basicamente, pelo tratamento de solicitações entre as camadas de software e de ligação. Para lidar com isso, os pacotes de dados podem receber atributos - como o de prioridade - que definem a otimização da transmissão.
É importante frisar que cada camada pode ser trabalhada de maneira individual, ou seja, sem interferir na outra. Além disso, há um recurso no PCI Express chamado Virtual Channels (canais virtuais), que permite até 8 diferentes canais de comunicação em uma única conexão. Através de atributos especiais, o barramento consegue determinar quais os pacotes prioritários na transmissão. Assim, aplicações em tempo real, por exemplo, são pouco ou nada prejudicadas.
Conectores do PCI Express
O conector do barramento PCI Express em placas-mãe pode variar conforme a velocidade usada, como mostra a imagem abaixo (retirada do site www.pcisig.com):

A imagem a seguir mostra uma placa de vídeo 3D da Asus, modelo Extreme AX800XT PE/2DHTV, que usa o barramento PCI Express 16X:

Já a figura seguinte mostra uma placa-mãe da Asus com suporte a diferentes slots PCI Express:

Finalizando
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A tecnologia PCI Express se mostra muito promissora e certamente será um padrão em pouco tempo. Dos assuntos já tratados aqui no InfoWester, este é um dos que mais impressionaram. Isso porque o PCI Express pode ser flexível ao ponto de aumentar ainda mais velocidade ou ao ponto de criar novos tipos de conexão. Com o aumento na velocidade dos chips de memória e com a elevação da capacidade de processamento, principalmente com o surgimento de processadores de 64 bits, máquinas cada vez mais poderosas estão por vir. É esperar e aproveitar.
Para saber mais detalhes da tecnologia PCI Express, visite o site oficial, em www.pcisig.com.
Escrito por Emerson Alecrim - Publicado em 06/03/2005 - Atualizado em 06/03/2005
Dicas para escolher uma placa de video
Dicas para escolher uma placa de vídeo
As placas de vídeo se encarregam de processar as imagens vistas no monitor do computador. Graças a isso, liberam o processador do PC do trabalho relacionado com a produção de imagens, porque têm seu próprio processador e memória.
As placas de vídeo não devem ser confundidas com as de televisão (para ver TV no computador) ou com as capturadoras de vídeo, nas quais se conectam câmeras para gravar imagens no computador.
As placas de vídeo têm uma conexão de saída para o monitor para que este mostre o que acontece no computador. Estes dispositivos são o produto ideal para, por exemplo, os fanáticos por jogos de computador.
As placas de vídeo realizam duas operações fundamentais:
- interpretam os dados que chegam do processador, ordenando-os e calculando para poder apresentá-los na tela em forma de pontos (pixels).
- recolhem a saída de dados digitais resultante deste processo e a transformam em um sinal analógico que possa ser entendido pelo monitor.
Hoje é bastante comum o uso de placas aceleradoras gráficas, que liberam o microprocessador ao realizar funções gráficas específicas em tempo real. A placa aceleradora gráfica é uma placa de circuito impresso que amplia as capacidades do microprocessador principal de um equipamento ou o substitui por outro mais rápido. A placa aceleradora permite ao usuário ampliar um sistema dotando-o de um microprocessador mais rápido sem necessidade de substituir as placas, unidades, teclado ou caixa. Isso reduz substancialmente o preço total do sistema.
A seguir, dicas para que você saiba no que fixar-se no momento de escolher uma nova placa de vídeo.
Velocidade de refresh
O refresh é o número de vezes que a tela se atualiza por segundo. Evidentemente, quanto maior for este número, menos cansará os olhos e menor problemas visuais terá o usuário. Quando for comprar sua placa de vídeo, cuide para que ela ofereça a máxima resolução e profundidade de cor que vá ser configurada no seu monitor.
Por exemplo, 70 Hz significa que a tela se atualiza cada 1/70 de segundo, ou 70 vezes por segundo. Para trabalhar confortavelmente, serão necessários esses 70 Hz. Mas se você quiser ter a menor fadiga visual possível, 80 Hz é o recomendável.
Por outro lado, o mínimo absoluto é 60 Hz; abaixo disso os olhos sofrem muitíssimo e alguns minutos bastam para que se comece a sentir, inclusive, uma certa dor de cabeça.
Aceleração 3D
Fundamentalmente, o que um chip 3D faz é aliviar o trabalho do processador central do computador, gerando os pixels e o recheio das texturas nas imagens.
A maioria das placas que contam com esta tecnologia apresentam entre suas especificações o número de "triângulos" por segundo que podem exibir. Quanto mais, melhor.
Uma placa que conte com aceleração 3D real é imprescindível se você pretende transformar seu PC em uma máquina de jogos.
Interface
Atualmente, as placas gráficas utilizam duas maneiras de conectar-se à placa-mãe: o bus PCI ou o bus AGP. Este último é exclusivo para dados de vídeo por isso funciona duas vezes mais rápido que o PCI.
Antes de realizar sua escolha, considere que para usar uma placa AGP é preciso ter um slot compatível na placa-mãe.
O bus PCI trabalha a uma velocidade de relógio de 33 MHz e um bus de 32 bits, chegando a taxas de transferência de 132 mbps (megabytes por segundo), enquanto o bus AGP o faz na mesma velocidade que a placa base: 66 MHz ou 100 MHz, mantendo o bus de 32 bits.
AGP pode trabalhar em dois modos: 1x e 2x. O modo x1 alcança taxas de transferência de até 266 mbps e o modo 2x de até 533 mbps. A diferença é que o 2x realiza transferência de dados tanto no envio quanto no recebimento.
Atualmente estão chegando ao mercado placas com o modo 4x que poderão chegar a taxas de transferência de 800 mbps (funcionam somente com o bus da placa a 100 MHz).
Aceleradores gráficos
As placas podem incorporar aceleradores gráficos já que se necessita deste tipo de tecnologia para trabalhar com imagens ou para executar jogos.
Há dois tipos de aceleradores gráficos. Os que têm um processador dispõem de memória própria para armazenar dados, assim o processador principal fica liberado em grande medida das tarefas gráficas. Os que têm um acelerador podem acelerar em 2D ou em 3D.
Memória
Um fator importante que determina a velocidade e a qualidade de uma placa de vídeo é a memória que incorpora. Influi tanto a quantidade quanto o tipo de memória. Quanto mais memória, melhor é a placa.
Esta memória é usada para armazenar as imagens que serão enviadas ao monitor para serem visualizadas, assim como para armazenas as distintas texturas que serão empregadas nos objetos desenhados.
A capacidade de memória de uma placa aceleradora de vídeo permite determinar a máxima resolução e número de cores que esta é capaz de exibir. Por exemplo, 32 Mb de memória permitem alcançar resoluções de até 2048x1536 pixeles a 32 bits (mais de 4 milhões de cores).
Considerando o que foi dito antes, uma capacidade maior assegura texturas e imagens mais definidas. No momento de escolher um destes produtos, a decisão sobre a quantidade de memória vai depender das necessidades particulares do usuário.
Resolução e profundidade da cor
A resolução é o número de pontos que a placa é capaz de apresentar na tela, tanto na horizontal como na vertical. Por exemplo, uma resolução de 800x600 significa que a imagem está formada por 600 linhas horizontais de 800 pontos cada uma.
Quanto ao número de cores, refere-se às que a placa é capaz de apresentar por vez na tela. A quantidade de memória determina, em ambos os casos, seus valores máximos.
A tela e a placa gráfica estão intimamente relacionadas. Isto significa que não adianta nada ter uma placa que exiva milhões de cores se a tela não as suporta. Portanto, é aconselhável levar as especificações do seu monitor no momento de escolher uma placa de vídeo.
O processador
Cria os sinais que o monitor recebe para formar as imagens. Atualmente, os processadores incluem aceleradores gráficos.
texto por "SUPER_MARKET" em 15/09/2006
Mercado Capitalista
tem coisa q eu nem sabia q se vendia para publico aberto, uma vez montei um pc q custava US$30,000.00




